Arquivo do mês: setembro 2015

O tempo não volta.

Afinal, quem nunca quis por algum momento voltar no tempo?

Voltar para um momento único, matar saudade daquela pessoa que não está mais aqui, reviver uma viagem, um amor.
Mas no fundo, eu não gostaria de voltar no tempo, eu gostaria que o tempo voltasse a mim, ao meu eu de agora.

Não gostaria de voltar para os seus braços, nem de reviver aquela cena romântica digna de um filme, tão pouco tenho vontade de voltar aquela cena do parque, que corríamos de baixo de uma chuva torrencial. Porque tudo o que vivemos foi lindo e o que eu gostaria mesmo era poder trazer tudo isso para o hoje, não para mudar o passado, mas para construir o presente, um futuro.

Se o tempo viesse até mim, me traria seu beijo agora. Eu poderia fazer seu prato favorito e esperar você chegar depois desse dia de trabalho chuvoso. Eu colocaria um filme e nós ficaríamos no sofá até pegar no sono. Pela manhã eu faria seu café, o que seria novidade, pois no passado você me acordava com um beijo. Se você fosse trabalhar até tarde eu levaria seu jantar, esperaria por você para voltarmos para casa juntas, para nossa casa. Quando chegássemos não sentaríamos na varanda para nosso “cigarro”, enquanto contamos sobre dia, porque agora não fumo mais como antes, mas poderíamos sentar na mesa enquanto jantamos, bebericando e rindo de nós mesmas.
Eu olharia você bem nos olhos, de um jeito apaixonado e meu olhar diria o quanto tenho orgulho de te ter ao lado. Eu seria a primeira a acordar no sábado, te enchendo de beijos e com o meu melhor sorriso.

Pegaríamos o carro no final de semana, rumo a uma de nossas aventuras, mas desta vez eu faria questão de parar o carro no meio do nada, só para te dizer o quanto te amo. Deitaríamos em uma canga, olharíamos as estrelas e competiríamos a mesma estrela cadente, e quem sabe o mesmo desejo.

Nós não brigaríamos no dia dos namorados, porque hoje eu teria te calado com um beijo apaixonado ao invés de discutir com você. Eu não reclamaria do dia de ir ao supermercado, porque hoje é uma das coisas que mais sinto falta, daria tudo para ouvir meu celular tocando e atender você “Amor, vamos ao mercado hoje?”.
Continuaríamos com o nosso dia de vídeo game (você) e livro (eu), mas eu entrelaçaria meus pés aos seus, como sempre fazia. Nós dormiríamos de mãos dadas, braços dados, corpos entrelaçados. E eu continuaria a te chamar de vida.

No fundo não queremos voltar ao passado, na verdade queremos vive-lo com o eu de hoje. O passado não muda, mas nós vivemos em constantes mudanças.

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