Arquivo do mês: outubro 2012

Tudo de novo outra vez.

A cada novo dia um mesmo roteiro, as mesmas falas aprisionadas e deixas marcadas pelas inúmeras repetições .

Mesmo sabendo que é perda de tempo, mudamos os personagens na esperança de que algo saia diferente, quando na verdade a única diferença é a posição em que você mesmo os coloca. São sempre os mesmos, a mocinha injustiçada, a “workaholic” sem tempo, a super mulher, esposa, mãe e afins, a visível infeliz tentando se convencer diariamente de que fez a escolha certa, e claro, a vítima. Essa última pode se encaixar em muitos discursos, papeis, personagens e afins, basta algo sair do controle ou não acontecer como previsto. A vítima tem o talento de se adaptar.

Se fomos capazes de escrever esse roteiro, porque não podemos ser capazes de re escreve-lo?

Dá muito trabalho? Claro, entendo. É mais fácil fazer uma adaptação de um texto já conhecido, é mais fácil permanecer no mesmo personagem viciado, realmente, é um trilhão de vezes mais fácil.

Concorda que quanto mais vezes apagamos um erro sobre o papel, mais sujo e frágil ele fica? Nossos dias são uma folha em branco, para que assim possamos escrever diariamente, não precisamos começar de onde paramos, nem tão pouco usar a folha do dia anterior porque sobraram algumas linhas em branco.

Arrisque, crie, some, tire lições dos erros, levante, grite, peça perdão, sorria, experimente, dê vazão, fique triste, sonhe, lute, acredite, chore, cante, faça piada com a situação em que se encontra, olhe pelo lado menos sombrio, e principalmente, não se arrependa, apenas aprenda a se respeitar. Se permita, mas por favor, não se faça de vítima, esse papel já está manjado demais.

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